Mateus Simões culpa Lula e vetos do Propag por corte de gastos em MG

O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (Novo) se pronunciou neste sábado sobre o corte de gastos decretado pelo governo. Em nota enviada à Itatiaia, Simões defendeu que o contingenciamento é necessário para “impedir que voltemos ao patamar de 2019″.

Ele culpou o governo Lula pelo contingenciamento, e disse que “o ano estava programado para um desembolso quase R$2 bi menor do que teremos, em virtude dos vetos do Presidente Lula ao Propag”. O Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) foi sancionado por Lula em janeiro, com vetos, e a regulamentação da lei foi apresentada pelo Tesouro Nacional no último dia 14. A adesão ao programa está aberta até 31 de dezembro.

Leia a nota na íntegra:

O equilíbrio nas contas é uma importante conquista da nossa gestão. Com a organização nas contas, colocamos em dia o pagamento dos servidores e transferências importantes aos municípios, como na área da saúde. Para impedir que voltemos ao patamar de 2019, é necessário fazer uma contingência inteligente, em que serviços importantes como saúde, educação e segurança continuarão recebendo aportes para que sejam prestados de maneira eficiente ao cidadão. O ano estava programado para um desembolso quase R$2 bi menor do que teremos, em virtude dos vetos do Presidente Lula ao Propag. Isso nos obrigou a promover esses ajustes para garantir o equilíbrio fiscal, base da nossa gestão.

Mateus Simões, vice-governador de Minas Gerais

Corte de gastos

A Itatiaia revelou o contingenciamento de gastos no estado na última quarta-feira (17) a partir de circular do Comando da PM que suspendeu diligências e treinamentos de militares para diminuir os custos. No mesmo dia, o Governo de Minas informou que o corte atingiria todas as secretarias e órgãos, com decreto a ser publicado no Minas Gerais.

O decreto, publicado neste sábado, foi duramente criticado pelo Sinfazfisco e por deputados da oposição. O documento não especificou o valor total dos cortes. Questionado, o Governo de Minas não se manifestou sobre o valor total.

Veja Mais