‘Não é o que desejávamos’, diz presidente da Fiemg sobre recuo de Zema no reajuste do ICMS

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, afirmou nesta sexta-feira que o governador Romeu Zema (Novo), em conversa com ele, disse que o recuo no aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em importados teria acontecido para “rediscutir o tema” e chegar em uma solução “de consenso”.

De acordo com Roscoe, o recuo do Estado não era o “desejado”, mas que é a Fiemg “compreende” o momento. “Esperamos que todos os governadores tenham bom senso e pratiquem taxas compatíveis com as que são praticadas no mercado interno”, afirmou.

Antes do recuo, a Fiemg havia divulgado uma nota de apoio à decisão do governador. No comunicado, a federação argumentou que o aumento do ICMS era “fundamental” para promover a “isonomia tributária” e garantir “condições mais equilibradas” para o mercado nacional. Nesta sexta, Roscoe afirmou que a Fiemg ainda reivindica este aumento para haver um “equilíbrio”.

Não tem como sobretaxar os produtos brasileiros em relação aos importados. Isso é o fim do mundo, só no Brasil que esse tipo de coisa acontece porque você destrói portabilidade, empregos, postos e renda do país para favorecer o importado”.

— disse Roscoe.

Na última segunda-feira (31), foi divulgado que dez estados brasileiros, incluindo Minas Gerais, iriam aumentar o ICMS em compras internacionais de 17% para 20%.

Veja a lista:

  • Acre;
  • Alagoas;
  • ⁠Bahia;
  • ⁠Ceará;
  • Minas Gerais;
  • Paraíba;
  • Piauí;
  • Rio Grande do Norte;
  • ⁠Roraima;
  • ⁠Sergipe.

Esse aumento iria impactar as compras das “blusinhas”, termo usado para a compra de produtos em empresas asiáticas como a Shein, AliExpress e a Shopee.

Zema, no entanto, recuou e disse na terça-feira (1º), dia em que o aumento entrou em vigor, que Minas Gerais não iria aderir mais ao aumento, mantendo o imposto em 17%.

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