O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (17) que a intolerância política culminou na tentativa de um golpe de Estado, e cobrou vigilância para garantir a democracia brasileira.
O discurso foi feito na cerimônia de posse do Conselho Federal da Ordem Advogados do Brasil, que ocorreu em um centro de convenções, em Brasília.
“No Brasil, a intolerância política chegou ao extremo de uma tentativa de golpe contra a democracia. Um golpe, que previa o assassinato do presidente, do vice-presidente da República e do presidente do Tribunal Superior Eleitoral”, afirmou ele.
O presidente se referiu ao inquérito da Polícia Federal, que apontou que o plano golpista previa o assassinato dele, do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e do então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes.
O intuito, segundo a PF, era evitar a posse de Lula, que foi eleito democraticamente no pleito presidencial de 2022.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras 33 pessoas por suposta participação no plano golpista, que culminou nos atos de 8 de janeiro de 2023.
O discurso de Lula acontece um dia após Bolsonaro e apoiadores promoverem um ato em defesa da anistia aos condenados por participação nos atos de 8 de janeiro.
Ainda em sua fala, Lula lembrou que o país comemorou no sábado (15), os 40 anos da posse de José Sarney, o primeiro presidente civil após duas décadas da ditadura militar. Sarney assumiu o cargo após a morte de Tancredo Neves, que havia sido eleito.
“Precisamos estar vigilantes. A democracia não é um dado adquirido, ela é uma construção diária, que exige coragem, união e compromisso com os valores que nos tornam uma nação livre e justa”, enfatizou Lula.