O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo (16), durante o ato em Copacabana que pediu anistia aos condenados pelo 8 de janeiro, que não pretende deixar o Brasil, mesmo diante das investigações em curso contra ele. Em discurso, ele abordou a situação dos condenados pelos atos de 8 de janeiro e criticou duramente o que chamou de “narrativas” criadas contra ele.
O ex-presidente disse que seguirá no país lutando por anistia. “Não vou sair do Brasil. Minha vida estaria muito mais tranquila se estivesse do lado deles. Quem julga e faz maldade contra o povo, não posso estar do lado. Escolhi o lado mais difícil. Não tenho obsessão pelo poder, tenho paixão pelo meu Brasil”, declarou.
Bolsonaro sugeriu que as investigações têm motivações políticas e que sua inelegibilidade e eventual condenação são parte de um plano para mantê-lo afastado da política. “Pegaram dinheiro na minha cueca? Desfalque em estatal? Não. Me reuni com embaixadores. O que eles querem é uma condenação. Se condenam a 17 anos pessoas humildes, é para justificar 28 anos para mim”, disse.
‘Anistia’
O ex-presidente ressaltou os pedidos de anistia aos presos pelos atos antidemocráticos em Brasília. “Jamais esperava um dia estar lutando pela anistia de pessoas de bem, de pessoas que não cometeram nenhum ato de maldade, que não tinham intenção nem poder de fazer aquilo de que estão sendo acusadas”, declarou o ex-presidente.
Bolsonaro mencionou casos de mulheres que foram condenadas, destacando suas idades e as penas recebidas. Segundo ele, há um excesso de rigor nas condenações. “Senhoras já idosas são acusadas, entre outras coisas, de dano qualificado. Elas têm força para quebrar alguma coisa? Existe alguma imagem?”, questionou.
Por fim, o político defendeu a aprovação da anistia para os presos do 8 de janeiro e garantiu que, caso o presidente Lula vete a medida, o Congresso Nacional trabalhará para derrubar o veto. “Se o Lula vetar, nós derrubaremos o veto. Agora, por que a esquerda está contra a anistia, se sempre foram beneficiados por ela? Se tirarmos do PT a falsa bandeira da democracia, ele [o partido]não existe”, concluiu.